Desde cedo, algumas características fizeram parte de quem sou: a honestidade comigo mesma, a curiosidade e uma vontade constante de compreender além do que está na superfície.
Com o tempo, a experiência foi acrescentando outras coisas. Aprendi a observar mais antes de concluir, a considerar uma situação por diferentes ângulos e, principalmente, a perceber que nem sempre ajudar alguém significa oferecer uma resposta.
Muitas vezes, significa fazer a pergunta que permite à própria pessoa enxergar algo que ainda não havia percebido.
Não acredito em respostas que servem para todos, nem em caminhos que precisam ser seguidos apenas porque parecem ser os certos.
Acredito que existe valor em olhar para uma situação com honestidade, considerando o que ela realmente é, o que ela desperta e tudo aquilo que faz parte dela.
Talvez seja por isso que sempre tenha buscado compreender as coisas por diferentes perspectivas. Não para encontrar uma única verdade, mas para ampliar a possibilidade de enxergar.
É desse lugar que nasce a Curadoria.
Durante muito tempo, procurei uma forma de fazer um trabalho que realmente tivesse a minha maneira de olhar.
Tentei caminhos, mudei ideias, experimentei formas diferentes de fazer. Algumas pareciam funcionar para outras pessoas, mas não faziam sentido para mim.
Aos poucos, fui entendendo que não precisava construir algo que apenas parecesse certo por fora. Precisava encontrar uma forma de trabalhar que fosse verdadeira por dentro.
Foi assim que a Curadoria começou a tomar forma: com simplicidade, presença, calma e espaço para olhar com profundidade.
Hoje, ela é a expressão desse encontro entre tudo o que fui aprendendo e a maneira como escolho estar com o outro.
Esse caminho foi construído ao longo do tempo, a partir de estudo, investigação e experiência, e continua se aprofundando
É desse repertório, aliado à experiência e à minha maneira de olhar, que conduzo cada Curadoria.